Laboratório Neurogene
 

A técnica de hibridização genômica comparativa por array (a-CGH) tem impulsionado a citogenética do microscópio para o computador. Atualmente, é uma das ferramentas mais poderosas da citogenética molecular moderna, pois é capaz de, em um único exame, detectar perdas e ganhos cromossômicos submicroscópicos.

A a-CGH proporciona uma resolução muito maior do que as técnicas convencionais de citogenética, permitindo a visualização de alterações até 100 vezes menores do que é possível na microscopia convencional.

A técnica a-CGH consiste da marcação de DNA genômico teste (paciente) por um fluorocromo e a marcação do DNA genômico normal (controle) com outro fluorocromo. Os DNA são hibridizados em uma plataforma sólida de DNA sonda e o resultado desta marcação é analisado através de um software que identifica as regiões alteradas no genoma.

Esta regiões são então pesquisadas para diferentes enfermidades utilizando bancos de dados internacionais como ISCA (International Standards for Cytogenetics Array www.clinicalgenome.org, DECIPHER https://decipher.sanger.ac.uk, bancos de dados CAGdb www.cagdb.org, OMIM omim.org , Ensembl (European Molecular Biologye Sanger Institute – sequence databases) e outros.

O Laboratório Neurogene utiliza a tecnologia da “Affymetrix – CytoScan HD”que permite aos citogeneticistas avaliar alterações cromossômicas com um grau de confiabilidade e sensibilidade maior que 99%, identificando alterações cromossômicas de perda de heterozigose, ganhos e perdas cromossômicas, dissomia uniparental, consanguinidade e mosaicismo.

A técnica de a-CGH já é empregada como “padrão ouro” no diagnóstico e acompanhamento clínico de várias enfermidades. A literatura mostra que o a-CGH tem um poder de diagnóstico em torno de 10 à 20 % em enfermidades como: deficiência intelectual, malformações congênitas, distúrbios de aprendizagem, autismo e vários tipos de neoplasias., enquanto que em técnicas convencionais somente 3-5% destas normalidades seriam detectadas.

O exame a-CGH representa a integração da genética convencional e a molecular e permite o diagnóstico clínico das anormalidades cromossômicas em uma resolução nunca antes observada.

Indicações:

HIBRIDIZAÇÃO COMPARATIVA GENÔMICA EM MICROARRAY (a-CGH) ou CMA. APLICAÇÕES CLÍNICAS:

- ATRASO DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR/ ATRASO INTELECTUAL
- ANORMALIDADES CONGÊNITAS MÚLTIPLAS
- AUTISMO
- ATRASO DE CRESCIMENTO, ATRASO DE LINGUAGEM
- DEFEITOS CARDÍACOS
- OUTRAS INDICAÇÕES (Consultar)

ENTENDA A CAPACIDADE DAS PLATAFORMAS DO  CGH-ARRAY:


RAZÕES PARA UTILIZAR a-CGH:

EM TESTE PÓS - NATAL (pediátrico e adulto): a ACMG (American College of Medical Genetics) recomenda o uso de a-CGH em avaliações pós – natal de indivíduos com atraso de desenvolvimento, inaptidão intelectual e anormalidades congênitas.

American College of Medical Genetics standards and guidelines for interpretation and reporting of postnatal constitutional copy number variants.
Kearney HM, et al . Working Group of the American College of Medical Genetics Laboratory Quality Assurance Committee.
Genet Med. 2011 Jul;13(7):680-5. doi: 10.1097/GIM.0b013e3182217a3a.

LISTA DE GENES TESTADOS PÓS – NATAL/ ABORTO DE REPETIÇÃO

EM TESTE PRÉ - NATAL: o exame pré-natal a-CGH é um teste que avalia doenças já conhecidas em regiões do genoma. Atualmente cerca de 150 síndromes são investigadas neste exame. Apenas regiões gênicas que causem doenças conhecidas são investigadas e não são investigadas doenças de idade adulta e a pré disposição para câncer.

LISTA DE GENES TESTADOS PRÉ – NATAL/ ABORTO DE REPETIÇÃO

EM TESTE PARA AUTISMO: a literatura especializada considera o a-CGH como o teste de diagnóstico mais eficiente em casos de autismo e de doenças de espectro autista. O a-CGH investiga todas as regiões genômicas associadas ao autismo.

VER LISTA DE GENES TESTADOS EM AUTISMO / ESPECTRO AUTISTA

EM TESTE PARA ABORTO DE REPETIÇÃO: é utilizado para detectar anormalidades que possam explicar a perda fetal de repetição, como aneuploidias, perdas e ganhos cromossomais.


*VER LISTAS DE PRÉ - NATAL

*VER LISTAS DE PÓS - NATAL

 

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS:

As alterações cromossômicas e as CNVs observadas através do array – CGH são classificadas em três categorias:
1) patogênicas,
2) benignas
3) resultados de significância incerta.

As patogênicas são todas as alterações envolvidas em patogenicidade e alterações de fenótipo já foram identificadas e descritas em outros pacientes. As benignas são os polimorfismos encontrados na população em geral e que não causam nenhuma patogenicidade e os resultados de insignificância incerta, são as alterações ainda não investigadas e portanto não classificadas em bancos de dados como benigno ou patogênico.

Todas as alterações identificadas no exame de a-CGH são pesquisadas em bancos de dados internacionais que catalogam os resultados clínicos com a localização de genes e sua função como o : ISCA (International Standart for Cytogenomic Array Consortium), DECIPHER ( Database of Chromosomal Imbalances and Phenotype in humans http://www.sanger.ac.uk/PostGenomics/decipher).

LIMITAÇÕES DO EXAME:

A técnica de array –CGH não detecta arranjos balanceados, como translocações equilibradas, inversões e inserções balanceadas.
Mutações de ponto .
Regiões ainda não cobertas pelo array.
Baixo nível de mosaicismo
Quando necessário outras tecnologias deverão ser utilizadas para a complementação do diagnóstico.

 

Metodologia: hibridização genômica comparativa por array (a-CGH).

Material:10 ml de sangue com EDTA

                Coleta através de saliva 


Outros materiais : tecido, células fetais, medula óssea

Referências:
Simon, Anne e tal, Human Mutation, Vol.33, n.6, 941-948, 2012.
Sheffer, L. G., Am. J.Mol. Genet, 45C, 335-345, 2007.
Theisen, A. – Nature Education, 2008.



 

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